quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Novas

Ei, eu estive em silêncio por alguns dias, mas foi por boas causas. Além de, ter participado da Feira do Livro de Morro Reuter, do I Sarau Literário de Esteio, participei do Caminho do Livro em Porto Alegre. Uma mesa bacana com Anna Cláudia Ramos, Salmo Dansa e Sandra Pina. Todos escritores de LIJ. O Salmo também é ilustrador. A mesa aconteceu no sábado passado, 06, e o debate foi bastante profícuo. O enfoque era Repensando a feira do livro com a escola. O Caminho do Livro é uma iniciativa da Câmara Riograndense do Livro e teve o apoio da AEILIJ, da qual sou o coordenador regional.

Mas, claro, estive às voltas com Aralice, uma aranha muito esquisita, personagem de meu próximo livro As esquisitices de Aralice, pela Editora Salesiana/SP. Estive ocupado com a pernoquenta porque, além de escrever, estou iustrando o livro novo. Foram alguns anos de estudo para me jogar nessa empreitada. E, olha, segundo a editora, Águeda Guijarro, está ficando bonito. Ficou curioso? Ah, só ano que vem para você conhecer essa aranha maluca! Mas já vaiso, ela é meio enrolada.

Enquanto esperam, fiquem com a foto dos meus amigos e parceiros de trabalho nessa árdua (mas feliz) tarefa de promover a Literatura Infantil e Juvenil. A foto em clima de descontração, foi após a mesa no Caminho do Livro.

Eu, André Alves, Anna Claudia, Sônia Zanchetta, Salmo Dansa e Sandra Pina.

E aqui uma foto que fiz no passeio após a mesa. Levei os visitantes para conhecerem o Museu Iberê Camargo. Onde estamos? Preste bem atenção que você nos acha!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Carinho, sempre bem-vindo

Durante a Feira do livro de Porto Alegre, Glaucia de Souza e eu assuminos como embaixadores da Confraria do Braile, um trabalho exemplar de acesso à leitura aos deficientes visuais, já premiado com o Fato Literário e coordenado pela professora Isabel Santana. Caio Riter, o antigo embaixador, nos homenageou com as palavras que seguem:

NUM MUNDO DE FAZ DE CONTA, NÃO MUITO LONGE DAQUI, EXISTEM DOIS PLANETAS: O MARTE BEM PEQUENININHO E O PLANETA CAIQUERIA

EM CADA UM DESTES UNIVERSOS DE FANTASIA, VIVEM DUAS PESSOAS ESPECIAIS: A GLÁUCIA DE SOUZA E O HERMES BERNARDI, QUE EU QUERO AGORA APRESENTAR A VOCÊS

ELA, CADA VEZ QUE EU A ENCONTRO, DESCONFIO QUE SEJA UMA FADA DISFARÇADA DE GENTE. SUA VOZ TRANQÜILA, SEU JEITO MEIGO, SUA SIMPATIA SÓ PODEM MESMO SER COISA DE SER ENCANTADO, COISA DE ALGUÉM QUE TEM ALGUMA MISSÃO A CUMPRIR E, POR ISSO, FICA SE DISFARÇANDO DE GENTE COMUM.

A GLÁUCIA, COMO FADA QUE É, VAI CRIANDO PALAVRAS, VAI INVENTANDO POESIAS, RIMAS E HISTÓRIAS E VAI FAZENDO A GENTE PERCEBER QUE VIVER É BOM DEMAIS, QUE SONHAR É BOM DEMAIS, QUE MERGULHAR EM SUAS HISTÓRIAS-TECELINAS É ALEGRIA SEMPRE.

ELA, A GLÁUCIA, TEM MESMO JEITINHO DE FADA, UMA FADA EMBAIXATRIZ.

ELE, O HERMES BERNARDI, CADA VEZ QUE O ENCONTRO, DESCONFIO QUE SEJA UM REI OU ALGUM HERÓI SEMPRE DISPOSTO A LUTAR CONTRA OS MONSTROS MAIS TERRÍVEIS: DRAGÕES, BRUXAS MALVADAS, GIGANTES E OGROS, ME PARECE, COM ELE NÃO TEM VEZ. DEVE SER MESMO ALGUM PRÍNCIPE FUGIDO DE ALGUMA DESTAS TANTAS HISTÓRIAS QUE A GENTE JÁ LEU OU JÁ OUVIU.

PRÍNCIPE QUE INVENTA HISTÓRIAS, QUE CRIA MUNDOS DE SONHOS, QUE POETIZA A VIDA E QUE, ANDAM DIZENDO POR AÍ, DE VEZ EM QUANDO DESENHA TAMBÉM. E CRIA TAPETES, E DOBRA RINOCERONTES, E SE SUJA EM TITICAS DE GALINHAS.

ELE, O HERMES, TEM MESMO JEITINHO DE REI DE CASTELO ENCANTADO, UM REI EMBAIXADOR.

Mais um anjo que se vai


O Teatro gaúcho perde Olga Reverbel. Professora e autora de livros sobre artes cênicas tinha 91 anos.

Referência no teatro gaúcho, a professora Olga Reverbel faleceu à 2h10min desta segunda-feira, aos 91 anos. Internada havia duas semanas na CTI do Hospital de Caridade de Santa Maria, em decorrência de uma infecção, Olga estava inconsciente e ontem teve falência do sistema renal.

Nascida em São Borja e criada entre Uruguaiana e Santana do Livramento, Olga cursou a Escola Normal e tornou-se professora de teatro aos 17 anos. Aos 23, veio a Porto Alegre para estudar no Departamento de Arte Dramática (DAD) da UFRGS. Em 1941, casou-se com o jornalista e escritor Carlos Reverbel (1912-1997), autor de livros como Barco de Papel (1978) e Um Capitão da Guarda Nacional (1981), biografia de Simões Lopes Neto. Ainda na década de 1940, o casal morou em Paris, onde Olga estudou na Universidade Sorbonne.

Nos anos 1980, em Porto Alegre, a professora montou sua própria oficina de teatro, que recebia alunos de diferentes idades. Como atriz, teve incursões pelo cinema no longa Noite (1985), inspirado no romance homônimo de Erico Verissimo, e no curta Quadrilha (1999).

Autora diversos livros voltados ao ensino de teatro, como Jogos Teatrais na Escola (1996), Olga lecionou até o final da década de 1990. Um tanto abatida pela perda do marido, decidiu em 2000 mudar-se para Santa Maria, onde mora a filha única do casal, a artista plástica Beth Reverbel de Souza. A neta Juliana conta que, nos últimos dois anos, a avó vinha reduzindo suas atividades.

— Ela andava só lendo e vendo TV. Parecia meio entediada — disse Juliana.

Olga deixa, além de Beth e Juliana, outros dois netos, Carlos Eduardo e Maria Luiza, mãe dos dois bisnetos da professora, Lucca e Joana. O corpo de Olga estava sendo velada no Cemitério Santa Rita, em Santa Maria. Ela deve ser sepultada às 18h de hoje.

ZH