
Meu livro
Doido pra voar, da Artes e Ofícios Editora, é um dos finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura - Categoria Melhor Livro Infantil. Como diz meu amigo Carlos Urbim, este ano eu mereceria o prêmio de autor mais indicado a prêmios (risos).
Parabéns para minha editora, Elaine Maritza, que acrreditou mais do que eu neste texto. Se há algum mérito, com certeza, é dela, por ter me tranquilizado e apostado na publicação. Eu o considero um desafio, por ser um tipo de narrativa com a qual eu não estou familiarizado (minhas publicações anteriores são mais curtas, dirigidas aos pré-leitores e leitores iniciantes - narrativas não menos difíceis de realizar, mas com as quais tenho mais facilidade) e com a qual ainda estou me testando. A indicação do Doido pra voar é um sinal de que estou no caminho, aprendendo, me renovando.
Minha amiga Rosana Rios, escritora com mais de cem títulos publicados, me enviou um e-mail afirmando que "...ele é maraaaaaaaaaavilhoso! Olha, fiquei feliz em ver como você está crescendo como autor. Seu texto sempre foi bom, a Criatura e o Rinoceronte são histórias deliciosas, mas este tem uma qualidade especial, uma sensibilidade, um jeito de envolver o leitor, que me deixou boquiaberta!"
No livro, narro a história de um menino solitário, o Caio Fernando, que reiventa o mundo no fundo do pátio de sua casa, lá no interior, numa cidadezinha chamada Passo da Guanxuma (referência à cidade criada por Caio Fernando Abreu, em seu romance inacabado). O personagem preenche o vazio de amigos com brincadeiras inventadas, e aprende a desenhar mapas observando as galinhas ciscarem alimento no terreiro do galinheiro. Um dia, porém, Caio Fernando vai morar em uma cidade grande, onde a lógica das relações humanas se dá através do computador, da Internet. Onde os meninos não brincam juntos. A solidão continua. Ele não compreende essa nova lógica e fará de tudo para atrair Dudu (personagem de um dos contos de Caio Fernando Abreu) - colega de escola e maníaco por computadores - a embarcar numa viagem imaginada, mesmo que seja dentro do apartamento, entre as paredes de seu quarto. E nessa brincadeira, distante das vitrinas e paredes virtuais, talvez eles encontrem um lugar onde possam ser apenas meninos brincando de ser... meninos que não se esqueceram como é bom brincar junto.
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3 comentários:
Fiquei feliz!
Comemore, meu amigo escritor, mais esta indicação.
Se não fossem as nossas doidices cotidianas, jamais alçaríamos voo e não chegaríamos a lugar nenhum.
Você já fez a sua parte,isto é, criou a história e lançou o livro. O resto, meu lindo, não mais lhe pertence.
Abraços
Acho que ando sonolenta demais.
Ontem deixei um comentário e, sei lá. Vejamos se me lembro.
Nossas doidices são necessárias para alçar voo e alcançar as estrelas. Você fez o mais importante, criou a história e compartilhou com todos. O resto, meu lindo, é "intriga da oposição"!
Sucesso!
Torço sempre por você.
Abraços
Cadê você? Anda viajando muito para receber todos os seus prêmios, é? Trate de achar um tempinho pra apoiar a campanha que comecei lá no blog, mas tem que manifestar o apoio em forma de comentário!
beijo,
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